Zaha Hadid Architects, aponta caminhos para a arquitetura das cidades do futuro

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Arquiteta abordou como ferramentas digitais, sustentabilidade e inovação material estão transformando a forma de projetar as cidades contemporâneas.

Zaha Hadid Architects, aponta caminhos para a arquitetura das cidades do futuro - D3
Maria Flores Loreto durante talk da D3 DEXCO Design Days, na Casa Dexco, em São Paulo – Fofo divulgação

A arquiteta Maria Flores Loreto, diretora associada da Zaha Hadid Architects (ZHA), participou da programação da ARENA D3 – Dexco Design Days, em São Paulo, com um talk dedicado às transformações da arquitetura contemporânea e ao papel da tecnologia no desenho das cidades do futuro. Convidada pela plataforma Architecture Hunter, a profissional apresentou como o escritório fundado por Zaha Hadid em 1979 tem incorporado inovação digital, pesquisa material e análises ambientais em seus processos de projeto.

Considerado um dos estúdios mais influentes da arquitetura contemporânea, o escritório tornou-se conhecido por explorar novas possibilidades formais, estruturais e espaciais por meio da pesquisa e da experimentação. Hoje, com atuação global, a Zaha Hadid Architects desenvolve projetos culturais, corporativos, residenciais e urbanos em diferentes continentes. Segundo Maria Flores Loreto, a investigação de novas tecnologias sempre esteve no centro da prática do estúdio.

“A arquitetura sempre foi um campo de experimentação. As ferramentas digitais ampliam nossa capacidade de explorar novas geometrias, novos materiais e novas formas de organização do espaço, mas continuam sendo instrumentos a serviço de uma visão arquitetônica”, afirmou.

Maria Flores defende o papel crescente da pesquisa sobre materiais na prática contemporânea. Estudos sobre origem dos materiais, desempenho ambiental e pegada de carbono contribuem para orientar estratégias de projeto e o desenvolvimento de soluções construtivas mais eficientes. Outro assunto abordado foi o uso da inteligência artificial e de ferramentas digitais como apoio à investigação arquitetônica. Segundo a profissional, esses recursos ampliam as possibilidades de análise e geração de alternativas de projeto, mas não substituem o pensamento crítico e a sensibilidade do arquiteto na tomada de decisões.

No encerramento, a arquiteta também comentou o interesse crescente do escritório em ampliar sua atuação na América Latina, com projetos e estudos em desenvolvimento em países como México, Colômbia e Argentina, além de concursos e iniciativas recentes em outras cidades latino-americanas.