Com 93 obras simultâneas, Plaenge salta 77 posições no ranking Valor 1.000

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Com 93 obras simultâneas, Plaenge salta 77 posições no ranking Valor 1.000 - PLEANGE enhancedMaior construtora de capital fechado do país soma 27 novos lançamentos e consolida diversificação com projetos de infraestrutura e alto padrão no Brasil e no Chile

Reconhecida pelo 12º ano consecutivo como a maior construtora do Sul do país pelo anuário Valor 1.000, a Plaenge registra, em 2025, uma das operações mais robustas do setor imobiliário nacional.

A companhia, que opera com capital fechado e recursos próprios, soma 27 lançamentos no ano e avançou 77 posições no ranking geral das 1.000 maiores empresas do Brasil, elaborado pelo jornal Valor Econômico em parceria com a Serasa Experian e a FGV.

Gestão de 93 canteiros desafia cenário de escassez

O indicador central que sustenta o avanço da companhia reside na capacidade de execução fabril. Atualmente, a construtora gerencia 93 frentes de trabalho simultâneas no Brasil e no Chile.

A manutenção deste volume de obras ocorre em um período em que o setor enfrenta gargalos estruturais. Dados recentes da Sondagem da Indústria da Construção (CNI/CBIC) apontam a escassez de mão de obra qualificada e o patamar elevado de juros como os principais entraves para a construção civil.

Para Alexandre Fabian, Diretor Corporativo da Plaenge, o desempenho positivo frente a este cenário valida o modelo de gestão da companhia. “O resultado é uma soma de várias pequenas ações. Os valores corporativos, como o pensamento de longo prazo e o foco em processos bem estruturados, em inovação e na qualidade, são decisivos para manter o crescimento sustentável”, analisa o executivo.

Presença consolidada em 9 cidades e expansão internacional

Com 55 anos de atuação, a Plaenge se estabeleceu como um player nacional com forte capilaridade regional.

A companhia atua hoje em nove grandes centros urbanos brasileiros — Curitiba, Londrina, Maringá, Joinville, Campo Grande, Cuiabá, Campinas, São Paulo e Porto Alegre — e mantém operação internacional no Chile. Ao todo, o grupo atingiu a marca histórica de 526 empreendimentos entregues, onde residem atualmente mais de 134 mil pessoas.

O crescimento em 2025 foi sustentado por uma estratégia de diversificação que combinou a entrada em mercados de alta competitividade com a atuação em obras de infraestrutura.

No Mato Grosso do Sul, a empresa atuou como agente de transformação urbana por meio de Parcerias Público-Privadas (PPP). O destaque foi a entrega do Viaduto do Jardim Veraneio, em Campo Grande. A obra eliminou um gargalo histórico no anel viário da capital, exigindo complexa reengenharia do entorno com a realização de desapropriações, remoção de torres de telecomunicações e reposicionamento da rede de alta tensão.

Já em mercados maduros, a estratégia focou em produtos de nicho. Em São Paulo, a empresa reforçou o posicionamento de altíssimo padrão com o lançamento do Gávia Moema, projeto que introduziu um bosque privativo de 400 m² em uma área adensada da capital paulista.

No Rio Grande do Sul, a expansão registrou um marco em novembro com a entrega do Orbitale, em Porto Alegre. O projeto simboliza a consolidação da marca no segmento de alto padrão da capital gaúcha, onde a empresa rompeu a cultura local de investimentos em imóveis prontos ao introduzir um novo padrão de entrega.

Diferentemente da prática regional de entregar unidades “no contrapiso”, o empreendimento foi entregue com acabamentos instalados e infraestrutura funcional completa — incluindo tratamento acústico e geradores para áreas privativas. A oferta de itens de série que antecipam a habitabilidade foi decisiva para validar a tese de venda na planta em um mercado conservador.

No cenário internacional, a operação chilena celebrou 15 anos com a entrega do edifício Brasilia View, em Temuco, e acelerou as obras do Distrito Paulista em Santiago — um complexo de sete torres que figura como um dos principais marcos da engenharia brasileira no exterior.