7 itens que fazem um prédio ser saudável

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Para viver mais e melhor é preciso pensar com atenção os espaços em que passamos a maior parte de nosso tempo

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A saúde atrelada ao setor imobiliário nunca esteve tão em alta. Com a pandemia da covid-19, cada vez mais pessoas perceberam a importância de viver e trabalhar em espaços que pensem a saúde como finalidade do ser e estar. Nessa esteira, os healthy buildings (ou edifícios saudáveis, na tradução literal), colocam a saúde como premissa, abordando-a de forma holística, ou seja, a saúde biológica, psicológica e social.

Prédios verdadeiramente saudáveis se preocupam com uma série de itens que, somados, funcionam como uma armadura imunológica para o corpo, impactando em qualidade de vida, anos vividos e doenças reduzidas. A ideia, então, é pensar em espaços que promovam mais saúde e condicionem comportamentos mais saudáveis, resultando em uma percepção de valor muito tangível para seus ocupantes.

A médica e head de inovação da AG7, Andressa Gulin, destacou sete características essenciais dos healthy buildings e seus impactos diretamente na saúde. Confira:

1. Ventilação natural e seu impacto na produtividade e no bem-estar – Estudos apontam que, pessoas que trabalham ou vivem em ambientes sem ventilação natural, na dependência exclusiva do ar-condicionado, chegam ao final de oito horas com um acúmulo de gás carbônico no organismo equivalente a duas taças de vinho. Ambientes bem ventilados permitem a troca de ar com o exterior, contribuem para a redução de doenças respiratórias, reduzem os odores e evitam a contaminação por dióxido de carbono. Quesito essencial para um prédio saudável!

2. Iluminação natural e o poder de olhar para fora – Além da qualidade do ar, outra preocupação que caracteriza os healthy buildings é com a iluminação natural. Pessoas que passam parte de seu tempo perto de janelas, seja em casa ou no trabalho, contam com o poder adstringente dos raios UV, que funcionam como um “álcool em gel natural” contra vírus, bactérias e fungos. A possibilidade de se olhar para fora e se conectar com a natureza também é ponto de destaque, uma vez que isso cria um acolhimento capaz de reduzir o estresse.

3. Conforto térmico – Diretamente relacionado à boa escolha de materiais de construção, ao uso de esquadrias adequadas e implantação do projeto no terreno, o conforto térmico garante que uma pessoa se sinta bem nos ambientes que frequenta, independentemente da estação do ano.

4. Conforto acústico – Trabalhar, viver e dormir em lugares silenciosos, na medida do possível, é uma demanda de importância irrestrita. Quando se fala em healthy buildings, as construções são pensadas para a saúde a longo prazo, não apenas para a saúde imediata. São “microdoses” e pequenas escolhas do dia a dia que fazem com que as pessoas vivam mais e melhor.

5. Qualidade da água registrada – Ainda que a água que chega à casa das pessoas seja bem tratada, é sabido que, ao longo de todo o trajeto, ela é exposta nos canos a micronutrientes, detritos e microssedimentos. Assim, os healthy buildings realizam controles periódicos da água, com análises laboratoriais frequentes, de modo a manter a água ideal para não somente não disseminar doenças, mas também preveni-las.

6. Segurança e experiência – Pensar em um entorno seguro significa pensar em boa iluminação, boas calçadas e em decisões técnicas e estéticas que, juntas, farão com que a violência não seja atraída. São pequenos movimentos que se reverberam, criam senso de comunidade e ajudam a construir mais ambientes similares, promovendo, assim, mais confiança e segurança. A experiência do consumidor é intrínseca ao estilo de vida e está firmada em itens como saúde, localização, experiência, design e sustentabilidade.

7. Precisa ser saudável – Uma vez que as pessoas passam, em média, 20h diárias dentro de edifícios (o que representa 92% de suas vidas), esse movimento não pode acontecer exclusivamente para o segmento residencial e, ao contrário do que se pode imaginar, para o segmento de alto padrão. Os healthy buildings vêm com muita força na área comercial, com projetos que se preocupam cada vez mais em criar espaços com vistas à saúde de seus ocupantes.

Veja alguns imóveis que são considerados saudáveis da AG7:

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