Arquiteta apresenta nova possibilidade de utilizar os porcelanatos

A arquiteta Ester Carro, ativista e presidente do “Instituto Fazendinhando”, criou um espaço inspirador e repleto de elementos que refletem sua jornada pessoal. Em seu ambiente, a profissional mergulha profundamente em suas raízes e compartilha as memórias vividas na comunidade do Jardim Colombo, parte do Complexo de Paraisópolis, na Zona Oeste de São Paulo.
O ambiente de 34m² abriga um quarto, banheiro, lavanderia e cozinha integrados. A profissional explica que o projeto não foi concebido apenas para ser admirado, mas para promover o diálogo e inspirar os moradores do Jd. Colombo a explorarem novas possibilidades de moradia. O ambiente do projeto, denominado Motirõ, é um convite para repensar a maneira como as moradias populares podem ser concebidas, combinando funcionalidade, beleza e sustentabilidade.
“O ambiente representa muito bem o que é uma casa em uma favela, mostrando que é possível uma família morar de maneira digna em um espaço desses. É uma inspiração que pretendo compartilhar com a comunidade”, comenta Ester.
No hall de entrada, o olhar é atraído para uma horta vertical e uma cisterna inteligente, para o reaproveitamento da água das chuvas. O uso da técnica sustentável, como a captação e reutilização da água da chuva, é uma solução que além de promover a conscientização ambiental, oferecendo ainda benefícios práticos aos moradores.
O espaço traz um olhar educativo, a partir de soluções que poderão facilitar a vida das famílias. Os móveis apresentam grafismos desenhados pelo talentoso artista indígena Waxamani Mehinako, uma forma de demonstrar que as famílias podem decorar seus próprios mobiliários. Parte dos revestimentos foram produzidos com materiais reciclados, aplicados pelas Fazendeiras – mulheres capacitadas pelos projetos do Fazendinhando.
“O espaço serviu como um laboratório para, inclusive, promover a prática das mulheres na área da construção civil, mostrando um ambiente um pouco diferente do que elas estão acostumadas, que são casas em favelas”, relata Ester.
Para compor a casa popular, a arquiteta especificou os revestimentos da Portinari em mais de um ambiente, utilizando os produtos em diferentes formas de aplicação, como o da coleção York na bancada do banheiro e da cozinha. “Mostrar que você consegue aplicar um porcelanato no piso, parede e em uma bancada. Neste ambiente, comprovo que o porcelanato também pode ser inserido em uma bancada”, explica a arquiteta.











