
Evolução dos materiais amplia utilização dentro de casa e em eventos, ajudando a reduzir custos
Variações entre pétalas, diferenças de tonalidade e texturas menos uniformes são alguns dos recursos utilizados para aproximar as flores permanentes das encontradas na natureza. O ganho de realismo vem acompanhado do aumento das possibilidades de uso, que vão da decoração residencial às grandes produções de eventos, impulsionadas por demandas de praticidade, durabilidade e controle de custo.
Esse movimento é reflexo da evolução dos materiais. Tecidos mais rígidos e acabamentos plásticos deram lugar a opções como seda e silicone, capazes de reproduzir inclusive o toque de algumas espécies. Na Villaggio das Flores, distribuidora especializada no segmento, a percepção é de que esse avanço ajudou a ampliar a presença desses produtos principalmente entre profissionais de festas e eventos.
Nos eventos, o movimento não significa necessariamente substituir as flores naturais. Uma das estratégias adotadas pelos profissionais da área é mesclar os dois tipos de flores em uma mesma composição. As espécies naturais ficam em maior evidência, enquanto as permanentes ajudam a preencher estruturas e dar volume aos arranjos.
Além de reduzir a quantidade de flores frescas necessárias e, consequentemente, o custo da produção, a combinação oferece maior previsibilidade para montagens realizadas sob condições climáticas menos favoráveis. As flores de corte são sensíveis à temperatura e, em eventos ao ar livre ou realizados em regiões mais quentes, precisam manter o aspecto visual preservado até o fim da celebração.
Residências
Dentro de casa, a motivação muda. A praticidade ganha maior peso para quem deseja incorporar plantas à decoração, mas não dispõe de tempo para regas e outros cuidados frequentes. O uso também deixou de se restringir aos pequenos vasos sobre mesas e aparadores e passou a alcançar composições maiores, como jardins verticais e áreas verdes permanentes.
Entre as espécies mais procuradas, os comerciantes destacam hortênsias, orquídeas brancas e buganvílias, além de folhagens verdes e árvores permanentes. O volume também aparece como característica valorizada especialmente no mercado de eventos, enquanto, no segmento residencial, plantas de maior porte ampliam as possibilidades de levar o verde a ambientes internos.
As tendências estão entre os lançamentos apresentados na 17ª edição da ABCASA Fair, que acontece até hoje, 15 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo. A evolução do segmento mostra que a escolha entre natural e permanente já não precisa ser necessariamente excludente: seja para reduzir a manutenção dentro de casa, aumentar a resistência dos arranjos ou controlar custos em grandes eventos, os dois formatos passam a dividir espaço em diferentes projetos.











