Roberto Migotto, Nildo José e Todos Arquitetura ganharam nas categorias Melhor Ilha de Bem-Estar ou Paisagismo, Loft ou Casa e Melhor Cozinha Integrada ou Espaço Gourmet
Em premiação inédita promovida pela revista Veja São Paulo – na noite da última sexta-feira, 8 de setembro, no bar Caracol, na CASACOR São Paulo -, nove projetos foram eleitos os melhores ambientes na edição comemorativa de 35 anos da mostra. Dentre eles, três foram assinados por nomes de referência na arquitetura para as marcas Deca, Portinari e Duratex.
O júri, formado por Alexandre Sales; Baba Vacaro; Cauê Alves; Guto Requena; Helena Montanarini; Roberto Fialho; Regina Galvão; Paola Carosella e Pedro Dimitrow, elegeu o Senses Hall Deca como Melhor Ilha de Bem-Estar ou Paisagismo, SerTão Portinari e Eté Duratex como Melhor Loft ou Casa e Melhor Cozinha Integrada ou Espaço Gourmet, respectivamente.
O Senses Hall Deca, espaço de 560 m2 assinado pelo arquiteto Roberto Migotto, traz um refúgio de calmaria na vida urbana. A contemporaneidade e o minimalismo oriental ganharam uma paleta sóbria, presente em louças, metais e acessórios que misturavam à madeira clara e rusticidade tênue de revestimentos. Destaque para o amplo espelho d’água, com adornos suspensos com as novas cubas Slim Deca que trazem a leveza natural em um jardim flutuante. Cilindros revestidos de musgos desidratados ajudaram a compor a proposta de acolhimento do espaço. No teto, ripas em Duratex Freijó Puro, de diferentes tamanhos e espessuras, que nos convidam a desfrutar de propostas que expandem os sentidos.
No SerTão Portinari, Nildo José teve como principal inspiração a obra “Cangaceiro”, do maior artista plástico brasileiro Cândido Portinari. Com a sensibilidade e atenção excepcional aos mínimos detalhes, o arquiteto explorou os elementos mais valorizados do sertão, como o céu, a chuva e a fé para dar vida ao ambiente de 250m². O projeto trouxe ambientes integrados e fluidos, tendo como conceito principal a brasilidade. Um olhar para interiores acolhedores, com menos itens e uma estética suave e fluída, buscando encontrar o equilíbrio entre as formas orgânicas e linhas retas.
Um brise formado pelos bricks Senses Decor, contorna todo o ambiente, fazendo referência ao sistema construtivo da taipa: o uso do barro e da madeira criando paredes. Essa relação gera um efeito inusitado entre a rusticidade do Sertão e a elegância da proposta inovadora na disposição do porcelanato. Ainda valorizando a versatilidade dos porcelanatos da Portinari, a mesa do home office e a bancada da cozinha exploram a grandeza da lastra Gran Metal. O ambiente é composto por living, lounge, cozinha, sala de jantar e suíte máster com home office. Na cozinha e área de banho, destaque para louças e metais Deca. No teto e paredes, Nildo usou revestimentos Duratex no padrão Nogueira Veneto, um redesign das clássicas nogueiras italianas, que harmonizam tradição e contemporaneidade.
Em 150m², a Casa ETÉ Duratex conta com área social ampla com sala, cozinha, jantar, home office e varanda, além da suíte completa. Ela revela aspectos dos lares genuinamente brasileiros, com elementos arquitetônicos e decorativos que remetem diretamente às casas do interior que temos na memória, com toda a sua informalidade, cores, diversidade e soluções. Ao buscar as referências para os materiais e acabamentos para este projeto, o escritório pensou nos diferentes estilos e personalidades, preocupando-se em criar formas de receber bem quem procurar inspiração para um “infinito particular”. Um pouco do que é a identidade do escritório aparece no encontro inusitado de materiais: quatro painéis revestidos de MDF recentemente lançados pela Duratex – o padrão Riga pelo lado externo, o Azul Astral, da linha Velluto, no quarto, o padrão Trancoso emoldura o sofá rebaixado e o Oásis, outro lançamento da Coleção Desperte, que reveste os painéis da cozinha – foram combinados. O reforço chega também por meio dos veios e cores singulares das pedras nacionais, além do revestimento terracota da Cerâmica Portinari para o piso. O resultado nos transporta para o clima vintage dos anos 1960-1970 ainda vivo na nossa memória afetiva.











