Universitários propõem soluções arquitetônicas para comunidades do Rio e da Baixada Fluminense

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Projeto do Escritório Modelo voltado a áreas vulneráveis foca em conforto térmico e prevenção de doenças

Universitários propõem soluções arquitetônicas para comunidades do Rio e da Baixada Fluminense - UNIVER
Entrada da Universidade Veiga de Almeida

Estudantes da Universidade Veiga de Almeida (UVA) colocaram em prática seus conhecimentos de arquitetura ao desenvolver projetos para 14 residências em comunidades do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense. A ação, realizada no âmbito da disciplina prática do curso de Arquitetura e Urbanismo, teve como foco o conforto térmico das moradias e buscou oferecer soluções simples para problemas como calor excessivo, má ventilação e acúmulo de umidade, questões que se tornaram ainda mais evidentes durante a pandemia de covid-19.

A turma atuou em parceria com associações de moradores de quatro comunidades: Mata Machado, no Alto da Boa Vista; Favela da Prainha, em Duque de Caxias; Complexo da Penha; e Favela do Cantão, em São João de Meriti. A partir da identificação da demanda por assistência técnica, os alunos realizaram visitas às residências para fazer medições e levantamentos, propondo intervenções simples e de baixo custo. Entre os aspectos avaliados estão temperatura interna, umidade relativa do ar, ventilação cruzada e características físicas das construções, como dimensões das fachadas e número de lajes compartilhadas.

Além de contribuir para a qualidade de vida nas comunidades, o projeto aproximou os alunos de um dos papéis mais importantes da arquitetura: promover saúde e bem-estar por meio do espaço construído. “É um exercício prático que reforça o papel social da profissão e mostra como a arquitetura pode ser uma ferramenta eficaz de prevenção de doenças”, destaca a professora.