Tapetes: quatro passos para acertar na escolha

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As arquitetas da Korman Arquitetos dão dicas de como selecionar a peça em cada ambiente

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O tapete napalês, com aspecto mesclado e palavras estampadas, confere descontração ao ambiente com piso de travertino rústico e paleta clara | Korman Arquitetos | Foto: Gui Morelli

Capaz de delimitar um ambiente, ajudar no conforto térmico e acústico e ainda trazer aconchego para o lar, o tapete é um item amado em todos os projetos. “Cheios de utilidades, os tapetes podem ser usados em diversos ambientes, mas é preciso alguma atenção”, apontam Ieda e Carina Korman, profissionais do escritório Korman Arquitetos. Para facilitar, elas separaram dicas de como empregá-los na decoração.

Hora da escolha

Eles podem ser neutros ou cheios de personalidade e devem ser selecionados, geralmente, após a compra do mobiliário. “É importante ter em mente a rotina da família”. Assim, uma casa com pet ou crianças, por exemplo, pede por uma peça mais resistente e fácil de limpar. Em outra, na praia, dispensará as peças de lã ou mais peludas. “Nesse caso, o melhor é optar por fibras naturais, corda náutica ou algodão, por exemplo”, diz Ieda.

Tamanho e proporção

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Neste living sofisticado, Ieda optou por um tapete desenhado pelo escritório, exclusivamente para o projeto | Korman Arquitetos | Foto: Gui Morelli

Para definir o melhor tamanho, é preciso considerar os móveis do espaço. “Em um living, o recomendável é que o tapete seja cerca de 15 ou 20cm maior do que a área que delimita, estendendo-se em 20cm para dentro do sofá”, explica Carina. As poltronas devem estar inteiramente sobre a área do tapete ou com ao menos metade de seu comprimento.

Em salas de jantar, por sua vez, as arquitetas indicam que o tapete tenha ao menos 60cm a mais do que o lado maior do tampo da mesa. “Isso garante que, ao mover a cadeira, ela não se enroscará na peça”, explicam.

Necessidades dos ambientes

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Em ambientes que pedem aconchego, como home office e quarto, os tapetes felpudos são os mais indicados | Korman Arquitetos | Fotos: Gui Morelli

De modo geral, espaços com muita movimentação devem receber peças de gramatura mais baixa, deixando os tapetes mais felpudos e robustos para os locais em que se passa mais tempo sentado ou que pedem aconchego.

As cozinhas dispensam tapetes, ao passo que banheiros podem receber peças pequenas à frente da bacia, pia e chuveiro, garantindo uma pisada confortável.

Como combinar

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Funcionando como um delimitador de ambientes, o tapete fica sobre o piso de limestone cinza e divide o living da sala de jantar | Korman Arquitetos | Foto: Gui Morelli

Por fim, na hora de coordenar os tapetes com o décor, é possível pensar no padrão de estampas e cores em conjunto com as texturas e paletas do mobiliário. “Se o cliente já possui uma peça marcante, ou optou por um desenho exclusivo e personalizado, o tapete será o ponto de partida. No entanto, no geral, eles são os últimos itens definidos”, aponta Ieda.

Em alguns casos, os desenhos e padrões marcantes são como obras de arte no chão e funcionam como ponto de destaque. Para quem busca apenas o conforto da peça, as neutras são as mais indicadas, sem risco de errar.