O que esperar do setor de móveis? Novidades direto da ICFF 2025

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O que esperar do setor de móveis? Novidades direto da ICFF 2025 - KADUPor Cadu Correa*
A 36ª edição da Feira Internacional de Móveis Contemporâneos (ICFF), que aconteceu em Nova York entre os dias 18 e 20 de maio, prometeu e entregou muita movimentação no setor mobiliário. A edição de 2025 demonstrou um crescimento significativo, ocupando um espaço muito maior em comparação à edição anterior, que era mais compacta e nichada. Esse crescimento evidencia a consolidação da ICFF como uma feira referência, especialmente voltada para arquitetos, decoradores, designers e especificadores do mercado de Nova York.

Falando sobre o Brasil, o pavilhão voltado ao nosso país foi, sem dúvida, um dos grandes destaques da feira. Entre os expositores, destacaram-se: Jader Almeida – um dos principais nomes do design brasileiro, que se encontra em plena expansão internacional, com planos de abrir lojas em Nova York, Miami e Califórnia, e que apresentou itens inovadores e sofisticados; a Völler Móveis, empresa de marcenaria de altíssimo padrão e que mantém grande parte da sua produção destinada ao mercado exterior, apresentou produtos impecáveis, tanto em qualidade quanto em acabamento; outra a se destacar foi a Century, uma das maiores fabricantes nacionais de estofados, que brilhou com suas peças em madeira maciça; a Florense, Já bem estabelecida no mercado americano, expôs uma linha robusta de portas divisionais, com foco na arquitetura de interiores e no aproveitamento de espaços, em consonância com o gosto do consumidor dos EUA.

Além disso, o espaço verde-amarelo destacou temas de inovação e tendências, como:

Sustentabilidade e upcycling: Um exemplo marcante foi uma peça assinada por Jader Almeida – uma banqueta feita com resina e sobras de madeira, o que garante exclusividade a cada unidade. Trata-se de um exemplo claro de upcycle, onde resíduos são transformados em produtos de alto valor agregado.

Design japonês: Conhecemos uma fábrica japonesa especializada em cadeiras com acabamento excepcional. A qualidade do produto impressionou nos quesitos construção e no toque, reforçando a força do Japão no design artesanal contemporâneo

Materiais alternativos: Um dos estandes mais criativos apresentou móveis e divisórias feitos com papel dobrado em formato de colmeia. O design, esteticamente inovador e funcional, oferece resistência e leveza ao mesmo tempo.

A feira também deu espaço a pequenos designers e estúdios independentes. Havia estandes com peças autorais em cerâmica, madeira, escultura e tecidos, refletindo uma valorização crescente do design artesanal e das produções em pequena escala. O designer mundialmente renomado, Karim Rashid, também expôs algumas peças no evento.

A presença forte do Brasil é motivo de orgulho e comprova a maturidade e qualidade do design nacional no cenário internacional.

* Cadu Correa é diretor de estratégia, expansão e novos negócios do grupo M55, referência no mercado do design brasileiro de mobiliário.