Além dos custos de aquisição e de reforma, é preciso se preocupar com a transformação do layout visando a atender as exigências dos dias atuais
O house flipping é uma modalidade de investimento voltada à aquisição de imóveis usados, a fim de reformá-los, agregando valor, e vendê-los com lucratividade. Entretanto, segundo Danilo Duarte, cofundador da Conecta Reforma, startup que conecta proprietários de imóveis com prestadores de serviço para execução de grandes reformas, para se atingir os objetivos nesse modelo de reforma, não basta apenas recuperar o reboco, refazer a pintura ou modernizar instalações elétricas. É imprescindível atualizar o layout, pois construções antigas atendiam as necessidades de uma realidade do passado e não da atual.
Recentemente, a Conecta, reformou um apartamento nos Jardins, em São Paulo, com quatro quartos e dois banheiros inicialmente. O modelo atendia perfeitamente às famílias de antigamente. Hoje, porém, os usuários valorizam apartamentos cujos dormitórios tenham banheiros exclusivos ou home office, por exemplo. “Refizemos o layout, transformando dois quartos em suítes. Juntamos os outros dois para que se tornassem uma suíte master com um super closet”, revela Duarte.
Ele lembra ainda que, como não se sabe qual será o perfil do comprador, convém que a reforma deixe o apartamento ou a casa atemporal, o que pode ser feito usando cores neutras na pintura e na decoração. Sobre o custo-benefício, ele dá uma boa dica: o custo da reforma deve girar entre 10% a 15% do valor do imóvel, caso contrário, o que se economizou na compra pode acabar sendo comprometido na reforma. E se isso ocorrer, o retorno financeiro pode ser baixo.











