Com cores marcantes, estampas e outras referências que nos fazem sentir bem, a arquiteta Cristiane Schiavoni sugere algumas opções para aplicar esse estilo nos projetos

Projetos: Cristiane Schiavoni | Fotos: Rafael Renzo e Carlos Piratininga
De uns tempos para cá, fala-se muito da dopamina, um neurotransmissor produzido em nosso cérebro, para a boa qualidade de nossas vidas. Com ela em equilíbrio, vivemos mais felizes, dispostos e com outras funções reguladas em nossos corpos. Não demorou muito para que o conceito dopamine décor viesse à baila, já que a arquitetura de interiores busca prover sensações semelhantes em nossas casas: alegria, identidade e bem-estar.
“Tudo isso diz respeito ao prazer de estarmos em casa”, sintetiza, arquiteta Cristiane Schiavoni. Em vez de ambientes frios, impessoais ou excessivamente planejados para impressionar, o décor com dopamina propõe algo mais íntimo: espaços como reflexo do que nos faz bem. A profissional relata que cores vibrantes, objetos com histórias, lembranças de infância e até mesmo peças excêntricas compõem essa linguagem que toca o coração e a alma.

Para a profissional, o estilo se propõe a conceber ambientes que sejam moldados não por modismos, mas com estímulos que gerem alegria genuína dentro de uma liberdade estética e forte conexão emocional com quem vive ali. “Quando nosso cérebro depara com uma estética agradável, ele se ativa tal qual o frisson que sentimos quando estamos apaixonados”, compara.
Emoção em cada canto

Na opinião de Cristiane, inserir dopamina na arquitetura de interiores implica em ativar diretamente nossa saúde mental, pois uma vez que os elementos escolhidos acessem um sentido emocional, o morador cria uma atmosfera que acolhe e energiza.
Pensando que nossos esforços estão sempre ligados em promover o bom humor como forma de aliviar sintomas de depressão, estresse e ansiedade, a aplicação de cores vivas, tecidos com texturas prazerosas, móveis herdados de parentes e fotos de momentos especiais contribuem para o sentimento de pertencimento.


Sem regras, só afeto

Ao contrário do minimalismo, que valoriza a simplicidade e a neutralidade, a decoração com dopamina celebra o excesso com propósito que, até certo ponto, segundo a profissional, a aproxima do maximalismo. “A diferença está na forma livre que caminha mais para o emocional do que o estético”, define.
No final das contas, ela diz que a chave está na autenticidade, não importando o viés decorativo que pode ser contemporâneo, boho, escandinavo, industrial ou uma mistura de todos. “O primordial é que o espaço reflita quem vive ali”, valida Cristiane.











