Rodrigo Faro, Ana Hickmann e Simone já adaptaram suas mansões ao conceito, reforçando o bem-estar como novo símbolo do luxo brasileiro
O novo luxo é a pausa. Em uma cidade que não desacelera, as residências de alto padrão estão se transformando em refúgios de silêncio, saúde e reconexão. O movimento global, conhecido como wellness real estate, que consiste em imóveis projetados para promover o bem-estar físico e mental, ganhou força no mercado de luxo paulistano, que agora valoriza mais o equilíbrio do que a ostentação.
Uma pesquisa do blog da MBRAS, especializada em imóveis premium, aponta que 82% dos compradores de alto padrão priorizam espaços dedicados ao autocuidado. Em São Paulo, essa tendência se traduz em casas com spas privativos, academias inteligentes, cromoterapia, salas de meditação e jardins biofílicos. Segundo o levantamento, imóveis que incorporam o conceito têm valorização média de 25% no valor de revenda. Segundo o Global Wellness Institute, o mercado global de imóveis voltados ao bem-estar cresceu quase 20% ao ano desde 2019 e deve ultrapassar US$ 1 trilhão até 2029.
Incorporadoras de luxo, como a ítalo-brasileira Netcorp, têm aplicado o conceito em seus projetos mais recentes. O Netcorp Tower é um exemplo dessa nova arquitetura voltada ao bem-estar, com espaços abertos, áreas verdes internas e ambientes projetados para descanso e atividade física. Para Bevilacqua, o investimento em wellness deixou de ser luxo supérfluo.
Entre as celebridades brasileiras, o conceito também ganha força. Rodrigo Faro transformou sua casa em Alphaville em um resort particular, com praia artificial, spa e sala de massagem. Ana Hickmann e a cantora Simone incluíram ofurôs e áreas de relaxamento em suas mansões, reforçando o bem-estar doméstico como símbolo do novo luxo. Mais do que uma tendência estética, o wellness real estate representa uma mudança de valores no mercado de alto padrão.












