A importância das coifas e depuradores nos projetos residenciais

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Nas cozinhas, os equipamentos se tornaram ainda mais essenciais em plantas integradas para garantir ambientes sem gordura e odores

 Neste projeto, os arquitetos Mariana e Alexandre definiram um

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modelo potente de coifa, acompanhando a robustez do cooktop instalado na bancada | Projeto Meneghisso & Pasquotto Arquitetura | Foto: JP Image

Cozinhar é uma delícia, mas ninguém quer sair com o cheiro do prato preparado ou deparar com o odor e gordura pela casa. Assim, a presença de uma coifa ou depurador é uma condição que não dá para eliminar do projeto. “Considero indispensável”, afirma a arquiteta Mariana Meneghisso, sócia do também arquiteto Alexandre Pasquotto, ambos à frente do escritório Meneghisso & Pasquotto Arquitetura.

Com o avanço dos layouts integrados, em que a cozinha se comunica com salas de estar, jantar e varanda, mais do que nunca a ventilação precisa estar presente no ambiente, especialmente quando o cooktop ocupa uma posição central na ilha ou na península.

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A cizunha, elaborada pela dupla, conta com coifa vigorosa para acompanhar o cooktop escolhido pela moradora, que ama cozinhar. Em acabamento inox, o item se destaca pelo design e a durabilidade | Projeto | Foto: JP Image

Diferente do depurador, que apenas filtra e recircula o ar, a coifa atua de forma mais eficiente ao captar os vapores, gordura e odores gerados na cocção e os expulsam para o lado de fora do ambiente. Por isso, é frequentemente a primeira escolha em projetos de alto desempenho, onde o preparo dos alimentos é mais frequente e o layout da cozinha exige um controle maior.

Tipos de coifas

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Nesse outro projeto, a coifa é primordial para o uso da bancada para as refeições | Projeto Meneghisso & Pasquotto Arquitetura | Foto: Divulgação

A dupla relata que o posicionamento do cooktop ou fogão é um fator determinante para a escolha do tipo. Outra questão é a infraestrutura de exaustão que inclui dutos, saída externa, e distância entre a coifa e o ponto de cocção. “É um erro deixar essa etapa para o final da obra, pois isso compromete o desempenho ou até inviabiliza a instalação”, alertam.  Veja as variações de coifas existentes no mercado:

– De parede: modelo mais popular e é indicado para cozinhas com layout mais convencional;

– Coifa de ilha: fixada no teto, o item ajuda a equilibrar a proporção visual do espaço aberto, podendo ser tornar um elemento de destaque na cozinha integrada;

– De teto ou embutida: solução discreta e elegante para um projeto mais clean, fica embutida no forro de gesso ou em um rebaixo planejado.

– De bancada: mais sofisticada, conta com versões embutidas e até algumas mais tecnológicas que se erguem na própria bancada para o uso.

– Coifa de canto: adapta-se muito bem em espaços como áreas gourmet e, embora menos comum, resolve projetos de cozinhas menores com layout irregular.

E quando o depurador é a melhor saída?

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É importante considerar que o depurador exige manutenção mais frequente com a troca periódica dos filtros | Foto: Divulgação/internet

Apesar de não ter a mesma eficiência de uma coifa, o depurador tem a sua valia quando o projeto não permite a abertura de um duto para o exterior – situação comum em apartamentos antigos ou reformas com restrições estruturais. O eletro conta com filtros metálicos e de carvão ativado que retém partículas de gordura e minimizam os odores, devolvendo o ar tratado ao ambiente.

Como dimensionar e instalar uma coifa corretamente

Para garantir o desempenho de uma coifa, o primeiro passo é verificar a sua vazão, ou seja, a capacidade de renovação do ar no ambiente. A conta básica consiste em multiplicar a largura, o comprimento e a altura da cozinha por 12, resultando na vazão mínima ideal em medida m³/h. Por exemplo: imagine uma cozinha com 4m de largura, 3 de comprimento e 2,6 m de pé-direito. Temos uma área de 31,2m³, que multiplicado por 12 resulta em 374,4. Nesse caso, recomenda-se uma coifa com vazão mínima de 375m³/h. Mas se o ambiente for integrado à sala ou se houver preparo frequente de alimentos, é indicado optar por modelos com capacidade ainda maior, entre 500 e 700m³/h”.

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Projeto com uma coifa embutida na área gourmet, que proporciona funcionalidade e higiene para o ambiente integrado à área da piscina | Foto: JP Image

Além do desempenho, a instalação merece atenção desde o início do projeto, visto que o elemento pode exigir estrutura no forro para a fixação e passagem dos dutos, enquanto outros podem demandar pontos elétricos bem localizados e espaço entre os armários. O trajeto do duto também interfere diretamente na eficiência, sendo que quanto mais curto e direto até a saída externa, melhor será o funcionamento do equipamento.

Sobre a largura da coifa, essa deve ser igual ou maior do que a do fogão ou cooktop e deve ser instalada a uma distância segura do fogo, geralmente entre 65 cm e 75 cm, dependendo das orientações fornecidas pelo fabricante.