Obras da Campinas Decor 2011 movimentam 1.500 trabalhadores

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Trabalhos de preparação da mostra já trazem benefícios para o prédio da Estação Cultura

A movimentação é grande na Estação Cultura, antiga estação ferroviária  tombada pelo Patrimônio Histórico e considerada um dos cartões-postais de Campinas. De domingo a segunda, cerca de 1.500 profissionais trabalham em ritmo acelerado nas obras de preparação da 16ª edição da Campinas Decor, que será realizada no prédio no período de 29 de abril a 12 de junho.

As obras de preparação da mostra e manutenção do imóvel começaram no  início de março e incluem a conservação de pisos, colocação de revestimentos, conserto do telhado, reforma das redes hidráulica e elétrica, pintura, reformas dos banheiros, recuperação da fachada do prédio e conserto de portas e janelas, além do processo de ambientação dos espaços que serão exibidos ao público.

Os trabalhos envolvem um verdadeiro exército de profissionais – arquitetos, paisagistas, engenheiros, artistas plásticos, pedreiros, pintores, jardineiros, carpinteiros e entregadores. Nos horários de pico, o local chega a reunir cerca de 500 pessoas ao mesmo tempo.

Em seu 16º ano, a Campinas Decor terá uma área total construída de 5,5 mil metros quadrados, dividida em 62 ambientes internos e externos, que serão executados por 103 arquitetos, decoradores e paisagistas de toda a região. A preparação do evento consumirá R$ 10 milhões em investimentos, divididos entre a organização, expositores, patrocinadores e fornecedores. Desse total, estima-se que de R$ 2,5 milhões a R$ 3 milhões sejam aplicados nos serviços de conservação do prédio, revertendo-se em benefícios ao patrimônio público do município.

A expectativa da organização é atrair um público de 35 mil pessoas, o que representa um aumento de 10% em relação ao registrado na edição 2010, realizada no Instituto Agronômico de Campinas (IAC).

A realização da mostra na Estação Cultura será possível devido a um termo de permissão de uso firmado entre a organização do evento e a Secretaria Municipal de Cultura. O termo tem como objetivo a cooperação entre o governo municipal e a iniciativa privada para a conservação do prédio.

Todo o trabalho está sendo realizado respeitando as regras de tombamento, sem interferir em qualquer ambiente no sentido de descaracterizar o que existe atualmente no prédio. Os projetos foram examinados e aprovados por uma comissão do Condepacc e da Coordenadoria Setorial de Patrimônio Cultural, que também está acompanhando de perto a realização das obras.

Desde 2008, a Campinas Decor realizou benfeitorias na Estação Guanabara (também uma antiga estação de trem) e nas dependências do Instituto Agronômico de Campinas (nas edições de 2009 e 2010, em locais diferentes). Em 2003, a mostra havia recuperado o Lago do Café.

Temáticas atuais e internacionais

Na edição 2011, a Campinas Decor mantém a tradição de traçar histórias para orientar o trabalho dos profissionais participantes. A novidade, desta vez, é que, além da trajetória de uma família, foram criados perfis de moradores para os diversos lofts e estúdios que comporão a mostra.

Confira abaixo o material que foi apresentado com temas e histórias para os profissionais se inspirarem:

A minha versão da nossa história: Minha irmã sempre preferiu quatro patas a duas rodas. Carne branca à vermelha. Casa de campo à casa de praia. Somos a prova definitiva de que a genética dita tão somente a máquina que vai à pista, não o motorista que a conduz. Muita gente até chega a perguntar se somos univitelinas ou não. Somos. E, no lugar das brigas homéricas pelas mesmas escolhas, sempre preferimos competir pela velocidade máxima: ela nos cavalos, eu nas bikes.

Na verdade, minto. Giovanna e eu constantemente brigamos pelo carinho de nossos dois grandes heróis: Enzo e Dudu. O primeiro acaba de fazer 10 anos e de completar sua vigésima coleção de trens, paixão que herdou do avô. E Dudu é o caçula da casa, tem apenas um ano. Ele mantém aquele jeito absurdamente eficaz e genuíno de se comunicar sem palavras. Coisa que desaprendemos durante a vida, incluindo eu mesma, com apenas 14 anos.

Nossa família é cheia de idiossincrasias, palavra que acabei de ler o significado no dicionário: “característica comportamental peculiar a um grupo ou a uma pessoa.”. Por exemplo: eu não faço a mínima idéia de como J. S. Bach entrou na vida do meu pai, que sempre foi, desde criança, uma pessoa avessa às artes. Hoje ele não vive sem ouvir os clássicos barrocos. Outro dia li numa revista britânica que a música deveria estar mais na área de Exatas do que na de Humanidades, e o autor citou vários itens para fundamentar sua teoria, como métrica, ritmo, composição de acordes, escalas e muitos outros. Talvez seja isso. Exatas. Foi o que aproximou Bach de um diretor financeiro na meia-idade.

Já os charutos eu sei de onde surgiram. E não poderia ser mais óbvio: da terra de Fidel. Afinal, foi lá que ele, o meu pai, conheceu a minha mãe e é para Varadero que eles sempre voltam para relembrar os bons momentos.

E por falar em mãe, acho que hoje teremos comida vegetariana. Odeio. Ela é nutróloga e inventa de comermos vegetais três vezes por semana. Acho que vou sair de casa, à francesa, para ir a uma churrascaria. Agora. Depois volto a escrever. Beijos, Sophia.

Estúdio Paris – Poucas coisas ativam tão fortemente a memória quanto um cheiro. Um som, talvez. Mas sons, na minha opinião, ficam sempre ligados aos pensamentos. Perfumes, não. Esses levam à memória o máximo da realidade física vivida, contando histórias inesquecíveis em segundos, como os sonhos. Por isso que trabalhar com perfumes na Cidade Luz fez da minha vida uma verdadeira referência de personalidades, de histórias, daquelas que começam e recomeçam a cada novo frasco. Na verdade, adquirir um novo frasco da mesma essência é como comprar a esperança de viver ou reviver bons momentos. É isso: eu faço e vendo esperança líquida.

Loft São Paulo – Quem trabalha na noite paulistana sabe o quanto é importante aparecer. No sentido de ser visto, estar presente, aceitar convites, prestigiar. Aplaudir a concorrência, por que não? Se não fosse ela, que outra forte motivação teria eu para investir, para aperfeiçoar, para buscar referências nas melhores casas noturnas do exterior? Fui um garoto low-profile. Tímido. Bem aos poucos ganhei coragem para atender e interagir com o público, para negociar. Talvez seja por isso que a mídia insista tanto para conversar comigo. Sou o contra-senso em pessoa. Amo o que faço, mas só as pessoas mais queridas entram na minha vida.

Loft Nova Iorque – A vida em Manhattan não é mais como antes da crise. Mas o que é um estigma, não? As pessoas, com destaque para as estrangeiras, como eu, continuam vindo pra cá pensando em ativos financeiros. Construir uma vida, aqui, exige cada vez mais tempo, talento, sorte e, muitas vezes, uma história pessoal objetiva, sem entrelinhas. E para quem investe na Bolsa, não há nada mais relaxante do que música, em substituição àqueles toques e sinais de variação numérica. É por tudo isso que a minha vida é dividida em duas: dentro e fora de casa. E é esta, a de dentro, que vou convidar você a conhecer.

Serviço

Campinas Decor 2011

Data: de 29 de abril a 12 de junho de 2010

Local: Estação Cultura

Endereço: Praça Marechal Floriano Peixoto, sem número

Horários de visitação: de terça a sexta-feira, das 14h às 22h; sábados, domingos e feriados, das 12h30 às 22h.
A bilheteria fecha sempre às 20h30.

Valor dos ingressos: R$ 26,00; estudantes e idosos pagam R$ 18,00.
A partir da terceira visita, o valor do ingresso é de R$ 14,00.

Patrocínio máster: Altero, Brookfield Incorporações, GE Eletrodomésticos,
PPG (Tintas Renner) e Tigá Kia

Patrocínio: Luxaflex e Mondialle

Apoio: Caixa Econômica Federal, CPFL Energia, Mr. Closet e Tecprag.

Telefone para informações: (19) 3255-7744

www.campinasdecor.com.br